Crédito da Foto: Jéssica Lorrane
Fotografe o poster no cinema e mande para nós!
Crédito da Foto: Jéssica Lorrane
Parte do discurso da produtora Iafa Britz durante a promoção do filme num grupo de amigos
Fico tentada a dizer que Nosso Lar é somente um filme. E que seu processo de produçao foi como qualquer outro filme, com suas caracteristicas e desafios próprios.
Jamais estive cercada de tantas pessoas cujo unico objetivo em suas vidas é passar a mensagem do amor incondicional. Jamais convivi com pessoas com tanta confiança e convicçao no plano espiritual. E fui abdusida por este sentimento.
Desde o primeiro dia que comecei minha contribuiçao neste projeto até o dia de hoje, fui testemunha da belíssima tolerancia e aceitaçao religiosa de cada individuo.
Porque sim, somos individuos com crencas e ideais diferentes, mas o respeito estava acima de tudo.
Num filme onde a complexidade técnica era tao grande, nosso verdadeiro desafio era – e continuará sendo – o controle do ego, da ira, da vaidade. E é muito dificil ser um exemplo de comportamento, quando somos ainda tao infantis e frágeis.
Entao supero, agora, minha tentaçao de chamar Nosso Lar de “apenas um filme”, e compartilho o que realmente foi: uma experiencia inesquecivel, onde cada um de nós vivenciou de alguma forma a trajetória pessoal do nosso protagonista André Luis de auto-conhecimento, crescimento e superaçao. Com todas as dores e duvidas.
Sou pura gratidao a todos aqueles que concordaram em colaborar com esta obra. Pessoas de vários paises, racas e tradiçoes. Exatamente como deveria ser feito este filme, plural. E sou pura gratidao por ter tido a chance de fazer parte dele. Agradeço profundamente ao Wagner, ao Luis Augusto, a Beth, aos meus queridos novos-antigos amigos da Feb, a toda equipe e elenco do filme. E a todos aqueles que nao sei os nomes mas que sei que estavam diariamente conosco.
Que seja o primeiro em muitos. E que cada espectador tenha a chance de vivenciar, a partir do dia 3 de setembro, como nós, sua propria trajetoria, com entrega, sem medo do desconhecido, sem medo de investigar, de questionar, de arguir, mas com a mente e coraçoes abertos.
Iafa Britz
Produtora do Filme

Crédito da Foto: Gabriel Barros
Crédito da Foto: Jéssica Lobo
Roberto Munhoz de São Paulo capital:
Crédito da Foto: Roberto Munhoz
Hoje, dia 6 de julho de 2010, completamos um ano do início das filmagens. Como coincidências não existem, hoje, exatamente hoje, a equipe de pós produção e o diretor Wagner de Assis estão em Toronto, no Canadá, aprovando a primeira cópia do filme!
Ao percebermos tamanha felicidade com essas datas, lembramos com carinho e mesmo uma certa nostalgia do primeiro dia de filmagem – para muita gente, algo como estrear em Copa do Mundo. Ou jogar a final, quem sabe. O fato é que, em cinema, todos os dias seguintes serão como finais de campeonato. E aquele dia tinha que ser especial. Atores a postos, a câmera liga, a magia acontece e é preciso vencer todos os milhões de obstáculos que tentam impedir este momento único.
Estávamos em plena locação do Umbral. Lua crescente. Céu limpo e tempo frio. Havia aquela eletricidade no ar e também muita eletricidade ao redor - mais de 8.000 metros de cabos esticados ao redor do set. A primeira cena foi com André Luiz deitado no chão. O resto a gente conta depois do filme estrear. Porque hoje, ao vermos a cópia pronta, ao vermos a alegria da equipe da Technicolor (onde foi feito todo o resto da pós produção do filme, que não envolvia os efeitos visuais), reencontramos uma outra e maravilhosa magia - aquela que nasce da tela e espalha-se pela sala escura quando um filme é projetado.
Sim, o filme está pronto! Fica por aqui até o momento certo de viajar ao Brasil. Enquanto isso, a gente compartilha a emoção de mais uma grande etapa completa. Como diz o diretor Wagner de Assis, "pronto mesmo o filme só fica quando encontrar o público".
Que venha 3 de setembro!
Eles eram como convidados de uma festa, mas que chegavam aos poucos. Eram festejados, admirados, elogiados. Não era possível tocá-los. Mas sua beleza aumentava a cada dia. Nas mãos de hábeis cenógrafos- arquitetos, os prédios de Nosso Lar viraram grandes atrações durante a fase de pré-produção do filme. Cada pessoa que entrava na base de produção não resistia e dava uma espiada naquelas plantas, maquetes de trabalho, esboços de desenhos por sobre as mesas. Um espanto só. A diretora de arte, Lia Renha, o cenógrafo Marcus Ranzani e todos os mais de 15 profissionais que mergulharam sobre as pranchetas ficavam ao redor. Quase que tomando conta...
Uma pequena parte da equipe de arte ao redor do projeto principal da cidade
Hoje, ao vê-los prontos na tela do cinema, aqueles prédios que representam os ministérios, o palácio da governadoria, a área residencial, as escolas, as fábricas, provocam a mesma sensação de antes: fascínio, leveza, fluidez. Exatamente como Lia Renha dizia quando eles ainda estavam embrionários com sua equipe. Sua primeira "inspiração" veio logo nas primeiras reuniões. Chamou o diretor Wagner de Assis e disse: "a arquitetura dos principais prédios dessa cidade tem leveza, fluidez, simplicidade, assim com os trabalhos dos arquitetos Oscar Niemeyer e Santiago Calatrava". Foi apenas uma inspiração. Nada além disso.
A diretora de arte Lia Renha
Ao vermos nos jornais os dois gênios da arquitetura juntos no Rio de Janeiro, nós, da produção, tivemos uma doce confirmação: a sintonia que permeou o trabalho da diretora de arte estava no ar, pairando por sobre a Cidade Maravilhosa e, quem sabe?, por sobre Nosso Lar.
Dias corridos quase sempre encontram noites afoitas e daí tudo se vai e a gente não tem tempo de relatar como andam as coisas. Mas deixamos aqui apenas um recado que tudo caminha bem. Estamos há pouco mais de 2 meses da estréia do filme e, claro, os trabalhos voltados para as campanhas promocionais demandam nossas atenções. Preparamos promoções, spots, visitas. O diretor e roteirista Wagner de Assis e os produtores Iafa Britz e Luiz Augusto de Queiroz ajustam suas agendas para viajar pelo país em visitas aos centros espíritas que desejam suas presenças para um encontro sobre o filme (ainda há data se você tem um grupo que gostaria da presença deles).
Agora, mais do que nunca, cada pessoa que já tem a informação do dia da estréia, que se interessou em ver o filme, precisa ser um agente multiplicador para que tudo ocorra bem. Aqui vale uma explicação sobre o mercado de cinema - o primeiro fim de semana "dita" como será a vida do filme nas telas. Portanto, a sexta-feira, dia 3, e o sábado, dia 4 de setembro, principalmente, são dias em que os cinemas precisam estar cheios. Com uma boa média por sala, o filme ganha uma boa projeção de tempo nas telas. Portanto, os dois primeiros dias são fundamentais. Se há um pedido a ser feito sempre, é que o público esteja presente nas salas nessas primeiras 48 horas de exibição do filme. Todo o resto vem depois - quem gostou recomenda, quem gostou volta pra ver, quem gostou contagia quem ainda não viu. Deixar para ver o filme na semana seguinte pode ser uma atitude prejudicial ao próprio filme. O cinema é também uma indústria e precisa dela para existir. Que possamos começar, desde já, uma onda multiplicadora que desague nos cinemas brasileiros na sexta-feira, dia 3 de setembro. Porque, no final das contas, um filme só fica "pronto" de verdade na sala escura do cinema - é preciso do público para completá-lo.