25 de jun de 2010

Arquitetura Divina

Eles eram como convidados de uma festa, mas que chegavam aos poucos. Eram festejados, admirados, elogiados. Não era possível tocá-los. Mas sua beleza aumentava a cada dia. Nas mãos de hábeis cenógrafos- arquitetos, os prédios de Nosso Lar viraram grandes atrações durante a fase de pré-produção do filme. Cada pessoa que entrava na base de produção não resistia e dava uma espiada naquelas plantas, maquetes de trabalho, esboços de desenhos por sobre as mesas. Um espanto só. A diretora de arte, Lia Renha, o cenógrafo Marcus Ranzani e todos os mais de 15 profissionais que mergulharam sobre as pranchetas ficavam ao redor. Quase que tomando conta...


Uma pequena parte da equipe de arte ao redor do projeto principal da cidade

Hoje, ao vê-los prontos na tela do cinema, aqueles prédios que representam os ministérios, o palácio da governadoria, a área residencial, as escolas, as fábricas, provocam a mesma sensação de antes: fascínio, leveza, fluidez. Exatamente como Lia Renha dizia quando eles ainda estavam embrionários com sua equipe. Sua primeira "inspiração" veio logo nas primeiras reuniões. Chamou o diretor Wagner de Assis e disse: "a arquitetura dos principais prédios dessa cidade tem leveza, fluidez, simplicidade, assim com os trabalhos dos arquitetos Oscar Niemeyer e Santiago Calatrava". Foi apenas uma inspiração. Nada além disso.


A diretora de arte Lia Renha

Ao vermos nos jornais os dois gênios da arquitetura juntos no Rio de Janeiro, nós, da produção, tivemos uma doce confirmação: a sintonia que permeou o trabalho da diretora de arte estava no ar, pairando por sobre a Cidade Maravilhosa e, quem sabe?, por sobre Nosso Lar.

18 de jun de 2010

Mercado de Sonhos

Dias corridos quase sempre encontram noites afoitas e daí tudo se vai e a gente não tem tempo de relatar como andam as coisas. Mas deixamos aqui apenas um recado que tudo caminha bem. Estamos há pouco mais de 2 meses da estréia do filme e, claro, os trabalhos voltados para as campanhas promocionais demandam nossas atenções. Preparamos promoções, spots, visitas. O diretor e roteirista Wagner de Assis e os produtores Iafa Britz e Luiz Augusto de Queiroz ajustam suas agendas para viajar pelo país em visitas aos centros espíritas que desejam suas presenças para um encontro sobre o filme (ainda há data se você tem um grupo que gostaria da presença deles).

Agora, mais do que nunca, cada pessoa que já tem a informação do dia da estréia, que se interessou em ver o filme, precisa ser um agente multiplicador para que tudo ocorra bem. Aqui vale uma explicação sobre o mercado de cinema - o primeiro fim de semana "dita" como será a vida do filme nas telas. Portanto, a sexta-feira, dia 3, e o sábado, dia 4 de setembro, principalmente, são dias em que os cinemas precisam estar cheios. Com uma boa média por sala, o filme ganha uma boa projeção de tempo nas telas. Portanto, os dois primeiros dias são fundamentais. Se há um pedido a ser feito sempre, é que o público esteja presente nas salas nessas primeiras 48 horas de exibição do filme. Todo o resto vem depois - quem gostou recomenda, quem gostou volta pra ver, quem gostou contagia quem ainda não viu. Deixar para ver o filme na semana seguinte pode ser uma atitude prejudicial ao próprio filme. O cinema é também uma indústria e precisa dela para existir. Que possamos começar, desde já, uma onda multiplicadora que desague nos cinemas brasileiros na sexta-feira, dia 3 de setembro. Porque, no final das contas, um filme só fica "pronto" de verdade na sala escura do cinema - é preciso do público para completá-lo.